Transfer ou passeio: são duas viagens diferentes
A primeira distinção a fazer não é qual das vilas escolher, mas que tipo de viagem se está a organizar. São duas coisas diferentes e preparam-se de maneira diferente.
O transfer com bagagem
É a viagem de quem se desloca de Roma para a Costa para lá ficar, ou o contrário. O constrangimento dominante são as malas: contam o ponto exato em que a viatura pode parar e a que distância fica do alojamento, porque na Costa essa distância é quase sempre feita de degraus. O percurso a partir de Roma é longo — autoestrada até à área de Nápoles e depois a península de Sorrento ou a vertente de Salerno — e a parte final na estrada costeira é a mais lenta. A página dedicada ao transfer de Roma para a Costa Amalfitana indica uma tarifa orientativa desde 500 € por veículo Economy+ até 3 passageiros, só de ida na baixa temporada, aproximadamente de 7 de janeiro a 13 de fevereiro. O preço para data, veículo e endereço é confirmado antes do pagamento.
O passeio de um dia
É a viagem de quem parte de Roma de manhã e regressa à noite. Aqui o constrangimento é o tempo: entre a ida e a volta a estrada ocupa a maior parte do dia, e o que sobra deve ser gasto numa ou, no máximo, em duas vilas. Quem tenta fazer três passa o dia na estrada nacional. Vale a pena ser franco quanto a isto: a Costa num dia a partir de Roma é possível, mas é um dia longo e tem de ser aceite como tal.
As três vilas comparadas
O que realmente distingue as três localidades, do ponto de vista de quem tem de organizar uma viagem, não é só o carácter: é a geografia. Positano é vertical, Amalfi está recolhida sobre o mar, Ravello fica no alto e alcança-se deixando a costa.
| Localidade | Como se chega | Como é | Com o que contar |
|---|---|---|---|
| Positano | Pela estrada costeira; os pontos onde é possível parar são limitados e distantes do centro da vila. | Um anfiteatro de casas na encosta, ligado por escadarias que descem até à praia. | Desníveis importantes a pé, em descida à ida e em subida no regresso. |
| Amalfi | Na costa, com o casario virado diretamente para o porto. | A mais plana das três na parte central, à volta da praça da Catedral. | É o centro mais frequentado da costa: nas horas centrais da época está cheio. |
| Ravello | Não fica na costa: chega-se por um troço de estrada em subida que se separa da nacional. | Uma vila em altitude, organizada à volta da Piazza Duomo, onde fica a entrada da Villa Rufolo. | O troço de subida tem de ser contado nos tempos, à ida e no regresso. |
| A estrada costeira | A nacional que liga as vilas, estreita e cheia de curvas, partilhada com autocarros de carreira e veículos de duas rodas. | Panorâmica mas lenta: os tempos de percurso entre uma vila e outra são mais longos do que a distância sugere. | Nos períodos de maior afluência podem estar em vigor medidas de regulação do trânsito: verifique-as para as suas datas. |
Para um transfer de ou para a Costa, ou para um dia com paragens entre as vilas, indique-nos datas, morada, passageiros e número de malas.
Consultar disponibilidade e preçoO que ver em cada vila
Positano
A visita coincide em grande parte com a descida até ao mar: as ruas principais descem entre lojas e esplanadas até à praia grande, e a igreja de Santa Maria Assunta, com a sua cúpula de azulejo, é o ponto de referência visual. Há que dizê-lo com clareza: a subida de regresso é exigente e, com bagagem, ainda mais. Quem fica alojado aqui deve perguntar ao estabelecimento, antes de partir, quantos degraus separam a estrada da entrada.
Amalfi
O centro nevrálgico é a praça com a Catedral de Santo André, no topo de uma escadaria monumental que é a fotografia mais reconhecível da vila. À volta, o centro conserva a estrutura de uma cidade marítima, com becos cobertos e o porto a poucos passos. É a localidade mais simples de visitar para quem caminha com dificuldade, pelo menos na parte baixa, e é também o ponto de partida natural para as ligações por mar e por estrada para as outras vilas.
Ravello
A razão para subir são os jardins suspensos sobre o vazio: a Villa Rufolo, cuja entrada fica na Piazza Duomo, e a Villa Cimbrone com o seu terraço panorâmico. Ravello tem um ritmo diferente do das vilas da costa, mais recolhido, e é também sede de uma programação musical que na época altera sensivelmente a afluência: se as suas datas coincidirem com um evento, convém sabê-lo antes.
Parar ao longo da estrada
Entre uma vila e outra a nacional atravessa miradouros, pequenas localidades como Praiano e Atrani e o fiorde de Furore. São paragens curtas que mudam o dia, mas têm de ser combinadas antes: os pontos em que é efetivamente possível parar são poucos e não se improvisam numa estrada estreita.
Como se circula realmente na Costa
A Costa Amalfitana é um dos lugares em que o meio escolhido mais muda a experiência, e em que as expectativas costumam estar erradas.
Os autocarros de carreira
As ligações rodoviárias entre as vilas existem e cobrem os percursos principais, incluindo os que sobem a Ravello. Os horários mudam consoante a época e devem ser verificados na página de horários da Costa da Sita Sud, confirmando que o documento consultado é o que está em vigor para as suas datas. Nos períodos de maior afluência os veículos circulam muito cheios e, com bagagem, tornam-se pouco práticos.
As ligações por mar
Na estação favorável as ligações marítimas entre as vilas da costa e para Salerno e a península de Sorrento são muitas vezes mais rápidas do que a estrada, mas dependem das condições do mar e têm um calendário sazonal: não são uma alternativa disponível todo o ano.
A viagem a partir de Roma, na prática
A viagem de comboio a partir de Roma exige uma mudança em Nápoles ou Salerno; o percurso rodoviário segue a autoestrada para Nápoles e depois desvia para a península de Sorrento ou para a vertente de Salerno, com a última parte ao longo da nacional costeira, que é a mais lenta de todas. De comboio chega-se a Nápoles ou a Salerno e, a partir daí, são precisos de qualquer forma um autocarro ou uma ligação por mar, ou seja, pelo menos um transbordo com a bagagem. É o mesmo raciocínio que se aplica às chegadas de avião: quem aterra em Roma e segue para sul encontra no guia sobre como ir de Fiumicino a Roma a comparação do primeiro troço, e no guia sobre como funciona um NCC as informações sobre o funcionamento de um transfer reservado para um percurso longo.
O carro próprio
Conduzir na nacional é possível, mas exige atenção constante: a estrada é estreita, com curvas sem visibilidade e trânsito misto. A isto acresce a dificuldade em estacionar nas vilas, onde os espaços são limitados. Quem conduz, na prática, vê muito menos do que quem viaja como passageiro.
O último troço, aquele que ninguém considera
É o ponto mais importante de todo o guia: chegar de carro não significa chegar à porta. Na Costa muitos alojamentos só se alcançam a pé, por lanços de degraus que podem ser dezenas ou centenas, e os pontos em que uma viatura pode parar são limitados. Antes de partir convém perguntar ao estabelecimento duas coisas precisas: onde pode parar a viatura e quantos degraus separam esse ponto da entrada. É a informação que mais vezes falta e que mais vezes estraga uma chegada.